O empreendedorismo que empodera mulheres no Vila Flores

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Conheça nossas iniciativas que se unem ao movimento de empoderamento feminino nos negócios e na vida

No Vila Flores, a maioria dos empreendimentos são encabeçados por mulheres. São empreendedoras que tocam o próprio negócio e que fomentam o empoderamento feminino em suas mais variadas formas, sejam em projetos de impacto social ou de cultura e criatividade.

Enquanto somente 20% dos negócios de impacto no Brasil são tocados por mulheres, e de a taxa de empreendedorismo entre nós ser de 36,4%, encaramos o protagonismo feminino aqui do Vila como um incentivo ao crescimento deste movimento no país. Trata-se de um desafio que abraçamos em direção à igualdade de oportunidades e de apoio à formação de sujeitos autônomos.

No caso do fomento à autonomia em mulheres, acabamos por dialogar não somente com a questão moral ou social. A economia global sofre sem elas em sua plena capacidade produtiva, como aponta o relatório da McKinsey Global Institute. O estudo mostra que 12 trilhões de dólares poderiam ser adicionados ao PIB mundial até 2025 se as mulheres alcançarem igualdade no mercado.

Tem a ver com ética, com justiça, com bem-estar. Mas também tem a ver com crescimento econômico.

A América Latina segue entre as regiões com maior desigualdade de gênero, o que nos mantém na contramão do avanço em todos os sentidos. Alcançar essa realidade exige muito suporte financeiro e político e criação de oportunidades reais às mulheres. A iniciativa delas é essencial, mas autonomia não é alcançada em contextos sem privilégios. Por isso, setor privado e governos precisam entender os benefícios dessa ação.

Enquanto esse processo anda a passos lentos, iniciativas conscientes desse fato, como a Colibrii e a ONG Mulher em Construção, residentes do Vila Flores, tomam a frente não somente do próprio empoderamento, mas levam consigo artesãs e construtoras a serem protagonistas das próprias histórias. Pequenos negócios e mulheres instrumentalizadas cumprem sua função de líderes na concepção da realidade que queremos.

Isso se faz possível porque as empreendedoras dos projetos do Vila Flores são motivadas por um contexto colaborativo e apoiadas por um ambiente seguro para empreender. A economia baseada na colaboração pode ser um disruptor do paradigma patriarcal nos negócios, por representar relações de confiança em todos os seus pontos de contato.

São necessários espaços fundamentados em conexões mais profundas, para além de sexo, gênero, raça, nível social ou crença. São ambientes que ampliam a convivência diária e amigável, baseada em valores, e que nos possibilitam aguçar nossa percepção do indivíduo e do seu papel essencial na construção de um ecossistema.

Conheça nossos projetos empreendidos 100% por mulheres

Associação Cultural Vila Flores
A Associação Cultural Vila Flores (ACVF) formada por todos os vileiros. Sua gestão, no entanto, é realizada por mulheres. Esta é a entidade responsável pela programação cultural do espaço e pela articulação junto ao poder público, à iniciativa privada e à sociedade em prol dos interesses da comunidade artística e criativa do Vila Flores, buscando promover a integração com a comunidade do entorno.

AC Arquitetura
Escritório de arquitetura de Carolina Castillo.

Apoena Socioambiental
Apoena Socioambiental é um coletivo formado por quatro mulheres. Possui uma equipe multidisciplinar de técnicas que atuam em soluções de projetos nos segmentos de comunicação social, gestão ambiental, gestão solidária, educação ambiental, empoderamento feminino e ações voltadas para grupos em situação de vulnerabilidade econômica social.

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Bonne Chance
Aulas de francês com refugiados de países africanos, uma iniciativa que visa a promoção da troca cultural entre imigrantes estrangeiros e brasileiros através do ensino e da prática da língua francesa, além de outras atividades culturais.

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Colibrii
A Colibrii trabalha com artesãs de comunidades de Porto Alegre co-criando produtos com materiais alternativos e reutilizados.

IMADIN – Instituto Maria Dinorah
Espaço de referência para o fomento da literatura. Objetiva promover a arte literária em suas mais diversas relações, da produção à recepção, atendendo a crianças e adultos, sejam professores, pesquisadores, especialistas ou diletantes, através de ações de cunho cultural e educacional.

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Joner Produções
A Joner atua na criação e realização de projetos especiais, estratégias e serviços para clientes das esferas pública, privada e do terceiro setor. Utiliza pesquisas, estudos e a construção coletiva como ferramentas de gestão para aprimorar resultados.

Márcia Braga
Arquiteta e artista visual, tem no Ateliê no Pátio seu forno e equipamentos para desenvolver seus trabalhos tridimensionais em cerâmica (que já lhe renderam dois prêmios Açorianos – 2013 e 2015). Também que reúne grupos de trabalho para criar e desenvolver projetos colaborativos em arte urbana.

Miriam Gomes
Artista integrante do Ateliê Coletivo.

Mulher em Construção
Cursos de formação na área da construção civil para mulheres, promovendo a autonomia, a cidadania e o empoderamento das mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica através da inserção destas mulheres no mercado de trabalho.

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Moxie
Marca de objetos para casa e mobiliário de Gabriela Cerveira.

Panitz Bicca Arquitetura & Engenharia
O escritório Panitz Bicca Arquitetura & Engenharia tem o intuito de desenvolver projetos arquitetônicos e de interiores que agreguem qualidade estética e de vida aos usuários e às cidades, abraçando os conhecimentos da engenharia para colocar em prática os projetos idealizados.

Pyladies
Iniciativa das mulheres do Matehackers Hackerspace. Um coletivo de mulheres que sabem e/ou estão aprendendo Python, mantendo um grupo para a troca de experiências e de aprendizados.

Outros projetos encabeçados por mulheres

Além das iniciativas 100% de mulheres, a maioria dos projetos e empresas do Vila Flores são formados por mulheres. Elas são sócias e idealizadoras de ideias nos mais variados âmbitos.

AH! Arquitetura Humana
O escritório AH! Arquitetura Humana surgiu do encontro de três arquitetos que acreditam na apropriação humana do espaço como fator fundamental para que o território cumpra o seu papel de trocas socioculturais e de afirmação da identidade local.

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Caixa do Elefante
A companhia porto-alegrense “A Caixa do Elefante Teatro de Bonecos”, fundada em 1991, é hoje uma das companhias de teatro de bonecos mais atuantes e de maior destaque no panorama artístico nacional.

Escola Convexo
A Convexo é uma iniciativa na área da educação desenvolvida por não educadores que propõe aulas com metodologias inovadoras de Comunicação, Lógica e Empreendedorismo dentro de escolas tradicionais, no turno inverso das aulas, visando desenvolver líderes de comunidades carentes.

Estúdio Hybrido
Espaço de criação planejado para abrigar projetos e ações interdisciplinares nas áreas das artes visuais, moda, dança, performance, vídeo e fotografia.

Fidedigna
Instituto de pesquisa social aplicada voltado às políticas públicas e aos empreendimentos sustentáveis através do rigor metodológico das ciências sociais.

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Nano BizTools
Produção de projetos, processos ou consultoria a partir de metodologias próprias e ferramentas e abordagens contemporâneas como design thinking, business design, frame innovation, storytelling, creative trident, gamificação, entre outras.

OM-LAB
OM-LAB (UFRGS) reúne artistas pesquisadores que abordam as transversalidades advindas dos objetos materiais e imateriais pertinentes ao meio urbano e deste em relação ao sujeito coautor, enquanto possibilidades propositivas das práticas artísticas compartilháveis.

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Re-Ciclo
A Re-ciclo realiza a coleta dos resíduos orgânicos de cidadãos em três municípios, Porto Alegre, Tramandaí em Imbé. Através de uma assinatura mensal, o cidadão recebe um baldinho para armazenar os resíduos e a Re-ciclo coleta de bicicleta para transformar em adubo.

Solabici
A Solabici fabrica bicicletas sob medida com inspiração retrô. Os quadros são construídos manualmente, possibilitando a escolha de componentes e acessórios de acordo com as particularidades de cada um.

Sopro Conteúdo Digital
A Sopro Conteúdo Digital é uma agência de marketing digital que gera conteúdo com valor e inspiração. A empresa trabalha com com texto, vídeo, design e fotografia.

 

Escrito por

Luana Fuentefria

Empreendedora da Sopro Conteúdo Digital, empresa de marketing digital encabeçada por mulheres (e também homens) e residente no Vila Flores.

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Como gerenciamos o Vila Flores de forma colaborativa?

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A dúvida mais comum de quem conhece o Vila Flores é sobre como funciona a nossa gestão. Processos de economia colaborativa são ainda novos e experimentais, e é com muito teste e experiência que criamos o nosso.

Acreditamos que compartilhando esse conhecimento vamos ajudar mais projetos a desenvolver seu próprio método. Porque, longe de uma solução, o que podemos oferecer são ferramentas para facilitar a aplicação deste conceito. Vamos lá?

Mas, afinal, o que é colaboração?

Colaborar é o ato de construir algo ou alguma coisa junto a outra(s) pessoa(s). Isso não implica que atividades colaborativas precisem resultar necessariamente em produtos ou resultados finais.

Colaborar também é um processo de aprendizagem e de geração e compartilhamento de valor e sentido.

Pessoas que se reúnem e trabalham por determinado objetivo são pessoas que estão colaborando. Pessoas que se dispõem a aprender algo mutuamente e com foco no bem comum estão, também, colaborando.

E isso hoje em dia pode acontecer em diversos ambientes. O autor Evan Rose diz no livro “A Cultura da Colaboração” que esta acontece tanto no espaço físico quanto no virtual. Um dos residentes do Vila, o Hackerspace Matehackers, é um exemplo de comunidade colaborativa. São quase 300 pessoas que se organizam principalmente pela internet.

Um aspecto importante da colaboração são as relações e interações que se estabelecem, sejam entre indivíduos, organizações ou instituições.

As relações de confiança, reciprocidade, igualdade e de trocas justas são algumas das mais fundamentais nos processos colaborativos.

Se não há conexão entre as pessoas, não é possível existir colaboração.

Como está organizado o Vila Flores?

Aqui no Vila, a gestão de projetos, dos espaços e das atividades que neles acontecem está dividida entre 3 equipes e 9 núcleos:

A 3 equipes da gestão geral são:

* Administração e Imobiliário

* Arquitetura

* Associação Cultural Vila Flores

Administração e Imobiliário

A equipe de Administração e Imobiliário é composta pelos proprietários dos prédios e por outras três pessoas. Ela é responsável por gerenciar os aluguéis dos espaços fixos (as salas ou apartamentos dos vileiros) e pela manutenção deles. Atende os interessados em locação, elabora os contratos e recebe os aluguéis e taxas de condomínio. Coordena a limpeza dos espaços e a gestão dos resíduos. Também paga as contas, impostos e os fornecedores.

Arquitetura

Um corpo técnico de arquitetos compõe a equipe de Arquitetura, que é responsável por todo tipo de obra realizada nos prédios. Os arquitetos estão constantemente revisando e readaptando o projeto arquitetônico, levando em conta os usos e os desejos dos vileiros e dos frequentadores. Essa equipe tem ainda o desafio de equalizar as demandas de um prédio histórico que necessita de restauro e manutenção e as demandas atuais e futuras de um imóvel que está sempre se transformando.

Associação Cultural Vila Flores

A Associação Cultural Vila Flores é uma entidade sem fins lucrativos formalizada em 2014. Ela é responsável pelo gerenciamento das atividades (eventos, cursos, palestras etc.) que acontecem nos espaços comuns.

Além disso, a associação tem como objetivo a articulação junto ao poder público, à iniciativa privada e à sociedade em prol dos interesses da comunidade artística e criativa do Vila Flores, buscando promover a integração com a comunidade do entorno.

A associação é composta pelos vileiros, que pagam uma taxa de contribuição associativa todos os meses e participam das decisões sobre as atividades realizadas e sobre questões de infraestrutura dos prédios.

Núcleos

Em 2016, por iniciativa de alguns vileiros, foram criados núcleos focados em áreas específicas. Ainda estamos testando esse formato para entendermos qual a melhor maneira de trabalhar com ele.

Os núcleos são:

  • Artes
  • Educação
  • Segurança-TI
  • Negócios
  • Projetos e Eventos
  • Comunicação
  • Editais
  • Estrutural

O Vila está estruturado assim:

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Como se tomam decisões no Vila Flores?

Se já estava complexo, agora fica um pouco mais. Porque, diferente de algumas organizações mais tradicionais em que os processos são fechados em gavetas e a decisão final está concentrada em uma pessoa, no Vila Flores as decisões variam de caso a caso.

É tudo muito orgânico e transmutável. Às vezes, as decisões mais urgentes são de cima pra baixo, em que o Imobiliário ou a Arquitetura, pensando no bem comum das pessoas e do espaço, precisam dar respostas rápidas e agem sem consultar a Associação (lei-se todos os vileiros). Outras vezes, são de baixo pra cima (caminho inverso), em que a Associação levanta as pautas, vota e discute com o Imobiliário ou a Arquitetura.

Todos os meses fazemos uma reunião geral com uma pauta pré-definida. Cada iniciativa (ao total somos 33) tem direito a um voto. Assim, definimos o que deverá ser feito e como.

Não existe um limite bem definido de onde terminam as decisões de um e onde começam as dos outros. Isso muda constantemente. O importante é saber que, independente se uma decisão foi tomada de cima para baixo ou de baixo para cima, precisará ser discutida se incomodar alguém. É um ecossistema que vai se aperfeiçoando através de erros e acertos.

Gestão: nem vertical, nem horizontal, mas híbrida.

Hoje dizemos que a gestão do Vila Flores não é 100% colaborativa nem 100% centralizada.  É uma mescla entre as duas coisas. Mas é esse hibridismo que torna tudo tão maravilhoso. Estamos sempre desbravando um caminho que ninguém sabe onde vai dar e onde tudo pode acontecer.

Para muitos isso pode ser arriscado demais. Mas pela experiência que temos, podemos dizer que às vezes dá certo, à vezes aprendemos com as decisões erradas. Mas tudo faz parte de um processo, o que, nesse caso, é o mais importante.

E o melhor desse modelo é que todo mundo que faz parte desse ecossistema se sente responsável por ele.

Diferente de um coworking, onde delegamos a gestão do espaço para uma pessoa, nós nos empoderamos do espaço. Por isso, quando perguntam pra algum vileiro “O que é o Vila Flores?”, qualquer resposta recebida é certa. O Vila é multifacetado por natureza, porque não estamos falando de um espaço físico somente, mas sim das pessoas que ocupam ele.

Resumindo… somos uma gestão humana.

Quando falamos de gestão colaborativa, não existe uma fórmula pronta. Não é receita de bolo em que você mistura os ingredientes e voilá. Para chegar onde estamos, foram centenas de horas de reuniões, muita (re)adaptação, construção coletiva, discussão, transformação. E isso nunca vai parar.

São as microrrevoluções que acontecem no dia a dia que nos ajudam a melhorar.

Vila Flores torna-se um espaço de convivência e inclusão para crianças, adolescentes e idosos

Experiências positivas e respeito com a passagem de gerações são contempladas na história e nas ações que ocorrem no Vila Flores. Estudos, projetos e ações vêm sendo desenvolvidos, transformando o complexo arquitetônico em um espaço criativo e colaborativo, mas sem esquecer do impacto social das iniciativas que nele acontecem. Pensando nisso, reuniram-se artistas, arquitetos, psicólogos, designers, entre outros profissionais que hoje possuem seus espaços de trabalho no Vila Flores, para desenvolver, além de suas tarefas originais, também ações de inclusão.

Ideias externas também são bem vindas no local, desde que estejam de acordo com os princípios de coletividade e responsabilidade social que norteiam as diretrizes da Associação Cultural Vila Flores. Um bom exemplo desta dinâmica é o Mingau, uma festa-bazar idealizada por Lívia Perrone Pires e Juliana Pandolfo. A proposta do evento é de oportunizar um espaço onde mães possam expor seus trabalhos e as crianças possam se divertir livremente. Voltado para crianças na primeira infância e claro, suas famílias, afim de repensar conceitos e a qualidade de vida dos pequenos, o evento conta com atividades como brincadeiras, contação de histórias, oficinas e venda de artesanatos e produtos produzidos pelas mães. Nesta edição, o Mingau Especial de Dia das Crianças ocorre no Vila Flores no dia 09 de outubro, domingo, das 14h às 19h. Adultos e crianças maiores de 2 anos pagam R$ 10,00.


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Já para os adolescentes, as atividades vão além do entretenimento. A Escola Convexo,residente do Vila Flores, é uma iniciativa na área da educação, no turno inverso das aulas, visando desenvolver líderes de comunidades carentes. A ideia é que os alunos identifiquem um problema de um território e, por meio de técnicas de comunicação, lógica e empreendedorismo, investiguem e desenvolvam soluções e novos conceitos para construir uma comunidade melhor. Os encontros ocorrem todas as terças-feiras, das 14h às 17h no Miolo, espaço educativo do Vila Flores.

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A obrigatoriedade de produtividade dos indivíduos durante a vida é uma questão cada vez mais discutida. Quando atingimos os 60 anos de idade e nos enquadramos na categoria de idosos, novos desafios surgem, como lidar com a aposentadoria, com o afastamento do trabalho, com a rotina e com a falta de ocupação. Neste contexto, a vizinhança torna-se uma opção para criar vínculos sociais, engajar-se na realidade local e buscar novas experiências para absorver o mundo em que vivemos. Os facilitadores Anelise Giacomet e Matheus Minella Sgarioni, em parceria com a Associação Cultural Vila Flores, desenvolvem semanalmente encontros e atividades que promovem a reflexão e a sensibilidade, através do contato com os mais diversos temas, como arte, saúde e trabalho. Tudo isso num clima descontraído e animado, em que a troca de saberes e experiências dá o tom dos encontros. A participação é gratuita e ocorre todas as quintas-feiras, das 15h às 16h30min, também no Miolo do Vila Flores.

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Pensar a transdisciplinaridade é um dos focos de atuação do Vila Flores, e para isso, é preciso que toda a sociedade esteja inserida. A intenção é criar e realizar, todos juntos, cada vez mais ações inclusivas, que garantam a autonomia dos indivíduos, incentivando-os a também protagonizar mudanças reais em seus ambientes de convivência.

Conheça algumas práticas em gestão de resíduos que estão sendo implantadas no Vila Flores!

Desde as primeiras atividades no Vila Flores, em 2013, algumas práticas de gestão de resíduos têm sido desenvolvidas aqui no nosso espaço para reduzir o máximo possível o lixo no local.  Quando fizemos a primeira edição do Projeto Simultaneidade, em dezembro de 2013, já nos preocupávamos com essa questão. Com a ajuda de três grandes parceiras, a Ilsa Solka de Lemos, Patrícia Rabelo e Fabíola Silveiro, desenvolvemos algumas ações durante o evento: disponibilização de dois tipos de descarte de bitucas (bituqueiras espalhadas pelo pátio e bituqueiras de bolso para venda), venda dos copos reutilizáveis da Meucopo Eco e disponibilização de acondicionamento adequado para a segregação dos resíduos, assim como sinalizações espalhadas pelo local com o intuito de conscientizar o público quanto a esse assunto. No final do Projeto Simultaneidade, entramos em contato com o Sr. Antônio, da Vila dos Papeleiros, que foi no Vila Flores buscar os itens recicláveis para levar até um centro de triagem da região.

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A parceria com o pessoal da empresa Meucopo Eco segue até hoje nos eventos realizados pela Associação Cultural Vila Flores. Os copos são feitos de polipropileno, bastante resistentes e totalmente recicláveis. E o esquema funciona da seguinte maneira: você compra o copo por R$5,00, utiliza durante o evento e, ao final, pode devolver o copo e receber os R$ 5,00 de volta ou levar o copo pra casa como recordação e usar ele novamente em outra atividade. Essa ação nos ajudou a reduzir drasticamente a geração de lixo no local.

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E agora em 2016, passamos a realizar práticas alinhadas à iniciativa Lixo Zero. Uma delas, a partir da orientação da Pasárgada Oficina de Sustentabilidade, foi a colocação de 6 residuários no pátio: rejeitos não recicláveis, papel, plástico, metal, vidro e orgânicos. Esses residuários são pesados semanalmente para vermos qual resíduo está sendo mais gerado. Com essa informação, a ideia é fazer posteriormente campanhas para a diminuição desse resíduo. Implementamos também uma composteira que fica nos fundos do pátio.

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A segunda prática diz respeito ao lixo orgânico. Mais recentemente, começamos a trabalhar também com o pessoal da Re-ciclo que realiza a coleta do “lixo” orgânico de casas e condomínios e transforma esse material em adubo rico em nutrientes para jardinagem e hortas. Colocamos um balde de 10 litros como residuário no pátio e toda semana o pessoal da Re-ciclo vem recolher o conteúdo. Ao final do mês, ganharemos adubo ou uma muda para plantarmos no nosso jardim!

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Além de tudo isso, o Vila Flores sempre fez questão de reutilizar materiais, como por exemplo, as tesouras de madeira do telhado galpão viraram as laterais dos bancos que estão no pátio. As mesas do pátio são feitas de venezianas. E pallets foram transformados pelos Matehackers em um banco.

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Por considerarmos muito importante a conscientização sobre essas questões, também são realizadas atividades no Vila Flores como o evento organizado pela NET Impact que aconteceu em setembro desse ano chamado “Circuito Start – Culinária Orgânica: do plantio à compostagem”. O ciclo de encontros Start em 2016 visa disseminar conhecimento em assuntos que tangem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, sendo este evento focado em desenvolver o ODS #2 “Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável”. Durante o Circuito Start teve introdução e montagem prática de uma horta, oficina de plantas alimentícias não convencionais, demonstração e receita com aproveitamento de alimentos, entre outras atividades.

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Com essas ações esperamos reduzir a geração de resíduos e o envio dos mesmos para aterros, colaborando para uma cidade mais limpa e sustentável!

Links:

http://www.slideshare.net/vilaflores/gesto-de-resduos-do-projeto-simultaneidade

http://www.meucopoeco.com.br/site/

https://www.facebook.com/reciclopoa/

https://portoalegrelixozero.wordpress.com

https://www.facebook.com/InstitutoLixoZeroBrasil/

https://www.facebook.com/oficinapasargada/

https://www.facebook.com/netimpactpoa/

Catálogo e Folder Vila Flores 2016

No primeiro semestre desse ano, a Jéssica Jank, então estudante de Design Visual na UFRGS entrou em contato conosco com uma baita proposta. Ela queria fazer seu trabalho de conclusão de curso sobre materiais gráficos impressos para espaços expositivos ou culturais de Porto Alegre sobre o Vila Flores. Topamos na hora, claro! A Jéssica elaborou um catálogo super completo e um folder, com a programação mensal do Vila de um lado e com um cartaz com a arte do Marcelo Monteiro, do Estúdio Hybrido, do outro. Compartilhamos aqui com vocês o resultado do material gráfico e a notícia de que a Jéssica tirou conceito A! Valeu Jéssica e parabéns pelo trabalho 🙂 Adoramos!

Catálogo

 

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Folder – frente

 

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Folder – verso com arte de Marcelo Monteiro do Estúdio Hybrido

Giardini – Bienal de Arquitetura de Veneza

Conheça Giardini, local onde está inserido o pavilhão do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza! Giardini é uma área ao leste de Veneza, estabelecida em uma ampla zona aberta e verde que desde 1895 recebe a Exposição Internacional de Arte. A partir de 1980 passou a abrigar o Pavilhão Central da Bienal de Arquitetura além de 29 pavilhões nacionais.

No pavilhão do Brasil se encontra o projeto arquitetônico do Vila Flores, representante do Rio Grande do Sul, ao lado de outros 14 projetos brasileiros que compõem a mostra, chamada Juntos, de curadoria de Washington Fajardo. A 15° Bienal de Arquitetura de Veneza acontece até o dia 27 de Novembro de 2016.

Confira no álbum as imagens do Pavilhão Central e dos pavilhões da Alemanha, Áustria, Brasil, Dinamarca, Espanha, França, Países Nórdicos e Rússia.

A cobertura da Bienal de Arquitetura de Veneza é uma parceria entre o Vila Flores e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul – CAU/RS.

Melhorias no galpão

A arrecadação do Arraial no ano passado nos permitiu colocar os paralelepípedos do pátio tornando ele bem mais agradável! Pois esse ano nossa meta com a arrecadação é fazermos melhorias no galpão para que possamos receber adequadamente mais projetos no espaço 😀 Na foto vocês podem ver como era o piso do pátio antes e a equipe colocando os paralelepípedos. Fique por dentro das informações sobre o Arraial do Vila Flores aqui no link: https://www.facebook.com/events/1716520088631247/

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Vila Flores no Kultursymposium Weimar 2016

Em novembro de 2015, a Associação Cultural Vila Flores e o Instituto Goethe Porto Alegre realizaram em parceria o evento Compartilhar e Trocar – Seminário Internacional de Economia Colaborativa. Durante três dias, tanto na sede do Instituto Goethe em Porto Alegre quanto no Vila Flores, convidados internacionais e locais relataram suas experiências no assunto através de palestras, conversas e participando junto com o público de um jogo sobre moedas alternativas desenvolvido pela pesquisadora Lenara Verle.

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Palestra de Ricardo Orzi no Instituto Goethe Porto Alegre.

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Relato de experiência de Maria do Carmo Bittencourt da OSCIP Guayí.

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The Currency Lab Game desenvolvido por Lenara Verle.

A frutífera cooperação entre o Vila Flores e o Instituto Goethe nos proporcionou um convite para que participássemos do evento Comunes – Encontro Internacional de Economias Colaborativas e Cultura Livre em Buenos Aires, na Argentina. Entre os dias 4 e 8 de maio de 2016, Antonia Wallig e Aline Bueno, representantes da Associação Cultural Vila Flores tiveram a oportunidade de trocar experiências com integrantes de iniciativas da Argentina, Colômbia e Venezuela. Além de participar das mesas de debate e realizar uma oficina de projetos colaborativos, foi possível visitar espaços culturais e sustentáveis  em Chascomus, a 1 hora e meia de Buenos Aires.

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Mesa de desbate sobre Cidades Comuns.

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Participantes da oficina sobre projetos colaborativos realizada pela equipe do Vila Flores.

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Almoço no espaço holístico Akapacha, em Chascomus, Argentina.

E agora no mês de junho de 2016, fomos convidados novamente pelo Instituto Goethe para apresentarmos o projeto no Kultursymposium em Weimar, na Alemanha, evento cujo tema é “The Sharing Game: Exchange in Culture and Society”. Entre os dias 1 e 3 de junho, Joel Grigolo, membro da Associação Cultural Vila Flores e do Matehackers Hackerspace, e Aline Bueno representarão toda a grande comunidade criativa do Vila Flores nesse encontro com pensadores e fazedores do mundo todo. O projeto será apresentado na quinta, dia 02/06,  como parte da programação “Sharing Ideas” no centro cultural E.Werk Weimar.  Joel Grigolo participará, também na quinta, da conversa sobre Economia Colaborativa na América Latina com Ricardo Orzi e Adriana Benzaquen, ambos da Argentina.

Estarão presentes no evento: Tomáš Sedláček (Praga), Jeremy Rifkin (Washington D.C.), Rachel Botsman (Sydney), Yochai Benkler (Harvard), Eva Illouz (Jerusalem), Antonio Negri (Padua), Joseph Vogl (Berlin), Ute Frevert (Berlin) and Hartmut Rosa (Jena).

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Weimar, cidade na Alemanha onde acontecerá o evento Kultursymposium promovido pelo Instituto Goethe