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Webdocumentário Vila Flores: a diversidade e a complexidade em quatro episódios

O ano de 2018 terminou de uma forma muito especial para todos nós. No dia 11 de dezembro lançamos o  filme documentário “Vila Flores – Território e Memória” . Fruto de quase dois anos de trabalho de uma equipe multidisciplinar de vileiras e vileiros, que se empenharam em contar uma história que começou em 1928, com a construção dos prédios, e que, a partir de 2013, ganhou o nome de Vila Flores.

Explicar o que é o Vila Flores sempre foi um desafio para nós. Porque o Vila nunca foi só um espaço. Já na concepção dos prédios, o arquiteto Joseph Lutzenberger projetou uma arquitetura que priorizou os impactos sociais da construção. Um ambiente que, desde sua concepção, promoveu e se caracterizou pela convivência e pela construção coletiva. A arquitetura e as histórias vividas entre essas paredes inspiraram as práticas colaborativas que vivenciamos hoje. Assim, nasceu um projeto que traduz um pouco da sua função original da edificação.

Contar a história do Vila é um exercício de entendimento desses e de muitos outros aspectos que compõem essa trajetória: físicos, humanos e contextuais. Todos eles, ao longo de tantos anos, ajudaram a elaborar a síntese do que hoje somos. O webdocumentário Vila Flores Território e Memória tenta comunicar toda essa diversidade e complexidade. O projeto foi financiado pelo Pró-Cultura RS FAC – Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer.

O webdoc, em 4 episódios, do Vila já está disponível no nosso Vimeo.

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No lançamento do webdoc, as memórias e a história do território Vila Flores foram projetadas nas paredes do complexo arquitetônico. Foto: Ana Marisa Skavinski

Resumir todo o território e a memória do Vila exigiu entender o prédio de Lutz, acessar o imaginário daqueles que aqui viviam e a cultura que se enraizou neste espaço e dar voz a esse coletivo que hoje move o Vila. Para ser fidedigno ao que somos, todo o processo de criação e execução do webdocumentário foi feito de forma colaborativa entre os vileiros. A ideia foi, assim, preservar a memória e o patrimônio, mas também registrar essa constante construção do que o Vila é, como história e como visão de futuro.

Vila Flores – Território e Memória

Dividido em quatro episódios, o webdocumentário Vila Flores – Território e Memória vai além de sua arquitetura. A cada episódio, o propõe uma reflexão de quem fomos, o que somos e para onde queremos ir.

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No primeiro capítulo, arquiteturas, dirigido por Marcelo Monteiro, do Estúdio Hybrido, é explorada a história do complexo arquitetônico. Nele, os arquitetos envolvidos no resgate histórico e no projeto de restauro trazem os aspectos sobre a estrutura, mas também a construção social que originou e caracterizou o prédio. Para falar sobre memórias, antigos moradores e frequentadores do espaço foram convidados para imergir num passado distante, em que o atual Vila Flores era usado como casa de aluguel para os trabalhadores da região. Os diretores Juliano Ambrosini e Nando Rossa, do Bumbá, dedicaram  sua sensibilidade e escuta para compilar estas histórias.

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Os coletivos surgem com a finalidade de ressignificar vidas, realidades e histórias. Por isso, o terceiro capítulo também dirigido por Marcelo Monteiro, retrata pelo olhar atento do diretor, a reconfiguração do espaço como centro cultural e educacional e núcleo de práticas colaborativas a partir de 2012. Com a chegada dos primeiros grupos e coletivos em 2014, o espaço se tornou mais do que um centro cultural, mas também um ambiente de trocas e parcerias com o objetivo de fomentar perspectivas de um futuro mais inclusivo e democrático.

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Para encerrar, o último episódio do webdocumentário Vila Flores – Território e Memória conduz a um futuro que consideramos necessário. Para isso, narra o cotidiano das atividades desenvolvidas pelos residentes e suas perspectivas e sonhos para, aqui, reinventar ainda mais as relações de convivência e trabalho. O capítulo tem a direção de Nando Rossa e Juliano Ambrosini.

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A trilha sonora original foi composta pelos músicos do Armazém Sonoro, em um processo de improvisação musical a partir das imagens. Marcio Machado, Erick Endres, Bruno e Fernão deram vida a cada episódio, traduzindo histórias e imagens em música. As animações que abrem cada episódio foram criadas pelos artistas Maíra e Anthonio Coelho, que têm experiência no teatro, no cinema e nas artes visuais.

A identidade visual foi criada pelo vileiro Diego Ferrer, da Surto Criativo.  E a pesquisa documental ficou por conta de uma equipe composta por Aline Bueno, Maíra Coelho e João Felipe Wallig. A coordenação do projeto foi feita por Liége Biasotto e Antonia Wallig, ambas gestoras culturais do Vila.

Apresentar esse projeto ao público fortaleceu nossa compreensão de que trabalhar e viver de forma colaborativa não é mais o futuro e sim o presente.  Essa é também a nossa maneira de agradecer a todas as pessoas que são parte dessa construção coletiva.

Ainda estão previstas para 2019 quatro exibições do documentário em escolas públicas com a participação da equipe.

Realizado pela Associação Cultural Vila Flores, o projeto foi financiado pelo Pró-Cultura RS FAC – Secretaria de Estado da Cultura, turismo, esporte e lazer. O webdocumentário foi selecionado no edital do concurso na categoria “Ações de proteção para memória e patrimônio”. Mecanismos de incentivo à cultura como esse permitem manter nossa memória viva, e que possamos continuar a construir a história que queremos.

Assista aos quatro episódios do webdocumentário Vila Flores – Território e Memória no nosso Vimeo.

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