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Espaços para a resistência da ciência no Brasil

Os momentos de retrocesso no Brasil estão levando de marcha à ré também a ciência. O pouco de incentivo à pesquisa é crescente e só vê um futuro ainda mais nebuloso. Acreditamos que aproximar esse debate da sociedade é mais fundamental do que nunca, no cenário de medidas como a redução de incentivo público ao ensino superior e as mudanças propostas em currículos escolares, que buscam diminuir ainda mais a capacidade reflexiva dos estudantes. Esse cenário afeta, sem a menor dúvida, o futuro das pesquisas em todas as áreas.

É neste momento que espaços e iniciativas como o Vila Flores são atores essenciais. Aqui, a Apoena Socioambiental e a Ecdise são algumas das empresas que pensam e incentivam a ciência, levando-a para a sociedade de forma didática e ampla. No último setembro as iniciativas realizaram o evento Vila ConsCiência, que reuniu atividades e debates de áreas relevantes para a qualidade de vida, contribuindo com alternativas sustentáveis para a preservação do ambiente.

Trazer o debate para o Vila é importante para desmistificar a glamourização da ciência, aproximando os conceitos à rotina das pessoas. Atualmente, a dificuldade em ampliar o interesse na ciência reside em sua distância da vida cotidiana, se restringindo, basicamente, ao meio acadêmico.

Para esse primeiro evento, por exemplo, optou-se por assuntos variados e próximos ao momento que vivemos. Foram de oficinas que tratam de temas voltados para a economia a questões de nutrição e engenharia de alimentos, ciências naturais e educação ambiental. Tratou-se de trazer perspectivas que pautam harmonia e equilíbrio em detrimento da competitividade. São temas que se relacionam com melhorias nas prática cotidianas como a questão de pensar a nossa relação com o econômico, alimentação, convivência com os animais e futuro da ciência.

 

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Aula de compostagem urbana com a Re-ciclo, também residentes do Vila

Uma das pauta do I Vila ConsCiência também foi o debate sobre a extinção da Fundação Zoobotânica. Diante da desvalorização por parte do poder público em relação ao trabalho  de geração de conhecimento, pesquisa e extensão, é urgente discutir a manutenção de  espaços educativos públicos, que garantem o acesso de toda a sociedade e, assim, a construção de um mundo mais justo e igualitário. Enquanto isso, espaços de cultura e educação como o Vila têm o dever de socializar conhecimento e mobilizar a comunidade para momentos de lazer que vão além do entretenimento.

Consideramos que todo o conhecimento tem a possibilidade de ser debatido de forma dinâmica e lúdica, desde que se tenha interesse e predisposição para se investir em metodologias inclusivas. Todo e qualquer conhecimento só faz sentido quando ele passa a ter sentido para a sociedade.

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*Por Apoena Socioambiental e Sopro Conteúdo Digital

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