“Imitar é congênito no homem.”

Gabriel Guimard iniciou suas atividades artísticas em 1984 em São Paulo. É ator, mímico, palhaço, pesquisador da comédia física, das artes para infância e diretor da Cia. Megamini, que se dedica a pesquisa de espetáculos para crianças. Atuou durante cinco anos na companhia francesa Philippe Genty, a qual viajou por mais de 40 países. Em 1995 funda a Cia. Megamini com a atriz Nora Prado. A Cia. criou os espetáculos: Dia de Festa, Muito Romântico, Lixo é um Luxo, Tem Gato na Tuba, a Modelo, Clássicos da Mímica e Viva o Paiaço entre outros. Mora em Porto Alegre desde 2016. No próximo dia 14 de agosto, em parceria com o ator e mímico Anildo Böes, iniciará um curso de mímica – teatro visual e pantomima,  na Cia. de Arte – CORPO CÊNICO.

 

Introdução a Mímica

A palavra mímica vem do grego mimesis, tendo uma importância fundamental na Poética de Aristóteles. Ele diz que o  (Poética, 1448 a, II, §13). Há na espécie humana a tendência natural para o imitar. Ele se utiliza da imitação para adquirir as primeiras noções sobre a vida. Esta imitação vai além da corporal. Passa pela imitação verbal, as atitudes e todo um compêndio de conhecimentos e saberes.

Pelo aspecto estético, da linguagem artística, a mímica confunde-se desde os primórdios da civilização grega com a Pantomima. A palavra pantomima vem do latim PANTOMIMUS. Pantomimo, “ator”, literalmente “aquele que imita tudo”, formada por PAN, “todos”, mais MIMOS, “imitador”, de MIMESTHAI, “imitar, arremedar”.

A “arte de imitar, arremedar” sempre esteve presente no arsenal de habilidades dos “fazedores de riso” de todos os tempos e culturas: menestréis, jesters, bobos da corte, bufões, zannis, palhaços, etc… A própria pré-formação do clown, que se dá início no final do século XVIII na Inglaterra, tem fortes influências das pantomimas inglesas e da grande tradição da pantomima francesa, que tem em Jean- Gaspard Deburau (1796-1846) seu grande baluarte na primeira metade do século XIX.

Enquanto codificação desta linguagem o primeiro grande nome será o francês Étienne Decroux (1898 -1991) considerado o “pai” da mímica moderna, criando o que ele chamou de “mímica corporal”. Entres seus grandes discípulos temos Marcel Marceau (1923-2007), responsável pela retomada da tradição da pantomima francesa do século XIX, e também responsável por difundir a pantomima pelos quatro cantos do planeta. Outro grande responsável por difundir a mímica corporal de Decroux, assim como a própria pantomima, foi o mímico e ator Jean Louis Barrault (1910-1994), protagonista de um dos maiores clássicos do cinema francês “ Les Enfants Du Paradis”, traduzido para o português como “Boulevard do Crime”, filme de Marcel Carnê (1906-1996), que aborda a vida do mímico Jean Gaspard Debureau. No meio de Decroux e Marceau, que tinham a mímica corporal e a pantomima como um fim, temos Jacques Lecoq (1921-1999) que cria, por assim dizer a terceira grande linha de mímica, o qual ele nomeia como “Teatro Gestual”, busca estética esta, que tem a mímica e a pantomima, como um meio de expressão do ator. Lecoq fundamenta seu estudo e método na prática com as máscaras neutra, larvária, expressiva, a commedia dell’arte, o bufão e o clown, sempre associadas a expressividade gestual e física, mas também verbal.

Clássicos da Mímica

São esquetes inspirados em temas clássicos da pantomima, porém recodificados e revisitados a partir de uma mistura de linguagens.

Data: 19 e 20 – Sábado e Domingo | Horário: às 16h

Local: Theatro do Abelardo

Ingresso:R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada).

Contato: Caixa do Elefante  (51) 9 9137-1990

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