Cultura Geek e a diversidade no Vila Flores

Depois do sucesso do Nerdval, recebemos pela primeira vez a OktoberNerdFest. A celebração da cultura geek tem tudo a ver com o Vila, porque traz à tona o diálogo da diversidade. A festa cria mais um espaço para a troca e consolidação da cultura nerd em Porto Alegre. Mas, diferente dos demais festivais ao redor do Brasil e do mundo, ele é organizado pela própria comunidade. Esse fato amplia também a defesa da diversidade de público.

Um dos organizadores do evento, o Joel, do MateHackers, lembra que esse é um tema frequentemente abordado no universo nerd. StarTrek Enterprise, por exemplo, representou um marco histórico ao ser a primeira série de televisão a dar espaço a diferentes culturas em papéis importantes. Assim foi com a oficial de comunicação negra Nyota Uhura e com o personagem Sulu, descendente de asiáticos, que assumia o comandante da nave. Isso ainda na década de 60, em que a sociedade americana discutia os direitos civis.

“StarTrek é a celebração da diversidade. Tem um espaço claro para isso, de participação, visibilidade e tolerância ao diferente. A mesma coisa acontece com outros universos, como X-men, que no fundo discute racismo e a perseguição de minorias”, conta Joel.

Na OktoberNerdFest não existem julgamentos, ninguém é considerado pelas coisas que gosta ou veste. E não existe limite de idade. Durante o Nerdval, por exemplo, a liberdade estava a olhos vistos, nas pessoas vindo ao Vila vestidos como queriam. Além disso, o público variava de crianças a idosos, todos interessados em expressar sua visão de mundo, seja através de cosplay ou da sua forma.

O Joel, por exemplo, se reconhece no grupo de pessoas que se identifica com os valores transmitidos nos quadrinhos, mangás, seriados, filmes e animes. E é esse o tipo de público que a OktoberNerdFest pretende alcançar: pessoas que, através das ações praticadas por personagens, são capazes de assumir riscos, tomar uma decisão e lutar por aquilo. Enfim, pessoas que acreditam que a sua ação é capaz de transformar o mundo.

(Fotos do Nerdval: Ana Skavinski)

OktoberNerdFest mistura games, simuladores e cerveja

O OktoberNerdFest acontece no dia 14 de outubro e reúne o universo geek, misturando cerveja, games, simuladores e diversas atrações. A iniciativa é promovida pelos residentes MateHackers, um hackerspace formado por um grupo de entusiastas por tecnologia.

As atrações do evento são para encantar o público, especialmente os gamers. Serão disponibilizados videogames e máquinas arcade, que prometem resgatar a nostalgia de jogar com gráficos pixelizados. Além disso, foram convidados 5 desenvolvedores gaúchos para mostrar os jogos em que estão trabalhando. O evento ainda fechou uma parceria com a RedBull, que vai disponibilizar um simulador de carros de corrida.

A festa também será animada ao som de músicas de anime, J-Rock e Kpop, com show da banda SetFly e DJ Appel. Cosplay e Cospobre também são muito bem-vindos, inclusive o público que comparecer fantasiado paga meia-entrada e ainda ganha um brinde. Diversas bancas foram convidadas para expor e vender suas raridades. Vai ter até uma tatuadora rabiscando no Vila.

E como toda tradicional festa alemã, o OktoberNerdFest não vai deixar o público com sede. Serão 12 tipos diferentes de cerveja artesanal. Para comida, já estão confirmados foodtrucks, em especial os de pizza (que qualquer nerd não deixaria de comer).

Informações OktoberNertFest

O que: OktoberNerdFestival
Quando: 14 de outubro, das 12h às 22h
Onde: Vila Flores, Rua Hoffman, 459
Quanto: R$ 15 inteira, meia para cosplay
Ingressos em: https://goo.gl/oTBMZv

 

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Vila Flores Porto Alegre

Um teto para a cultura de Porto Alegre

O Vila Flores é um espaço de diversidade, que acolhe iniciativas e ideias de todas as áreas, do teatro à tecnologia. Mas um propósito comum nos une: a valorização da arte e da cultura.

Os projetos criados pelo coletivo do Vila pretendem não somente trazer isso como pauta, mas prever resultados que agreguem ao fomento e à sustentabilidade dos artistas e dos agentes culturais de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul.

A ideia é criar eventos e propostas que ajudem a manter de pé ou viabilizem novos espaços e sonhos. Nossa mobilização mais recente pretende arrecadar fundos para a reforma do telhado do Galpão, um espaço vileiro voltado para exposições, apresentações e demais manifestações artísticas. É o caso do Arraial, realizado em junho deste ano. Em outubro, acontece também o Baita Teto, com o mesmo objetivo.

A ideia do evento apareceu da oportunidade de conciliar interesses de vileiros e simpatizantes desse nosso propósito. O Baita Teto vai existir graças a um diálogo produtivo com a banda Ultramen, que optou por utilizar o espaço do Vila para gravar seu cypher.

Banda Ultramen

Foto: Ricardo Lage

Como contrapartida, a Ultramen irá realizar um show, cujos valores de ingressos serão revertidos para a reforma do telhado. O Slam Peleia, o DJ Piá e empreendedores da gastronomia também estarão presentes para se somarem à causa.

Após a reforma, prevista para janeiro e fevereiro de 2018, o Vila espera poder oferecer a Porto Alegre um local de resistência da cultura e da arte. Em tempos de cortes de recursos e posicionamentos contrários à liberdade de expressão, acreditamos que o caminho são as ações micro, impulsionadas pelos interessados em construir uma cidade mais humana e artística.

Serviço:

BAITA TETO

Domingo, dia 29 de outubro, das 16h às 22h
Vila Flores – entrada pela Rua Hoffmann, 459. Bairro Floresta. POA/RS.
Ingressos: R$ 15,00 (antecipados pela internet) e R$ 20,00 (na hora).
Venda antecipada: clique aqui

Confirme presença do evento do Facebook

Mais informações:

vilaflorescultural@gmail.com | 51 3265-1600

 

* Por Luana Fuentefria – Sopro Conteúdo Digital

Condominio Cultural São Paulo

Gestão de Espaços Culturais Colaborativos

Em julho uma das gestoras culturais do Vila, a Antonia, recebeu o convite das gestoras do Condomínio Cultural – o Condô, um espaço Cultural Colaborativo de Sampa – para fazer uma participação no curso de Gestão de Espaços Colaborativos no Centro de Formação e Pesquisa do SESC SP. Aqui ela conta um pouco das trocas que rolaram por lá.

Gestão de Espaços Culturais Colaborativos no Condomínio Cultural de São Paulo

* Por Antonia Wallig

A gestão de um espaço independente é um desafio constante no cenário da gestão cultural e envolve pessoas, equipamentos, programação, comunicação e o próprio espaço físico, sua manutenção e memória. Por isso, a ideia das gestoras do Condô, Jonaya e Géssica, para o curso era compartilhar as experiências e processos do Condô e do Vila Flores com pessoas que já trabalham em espaços colaborativos, ou que estão pensando em ativar um!

O intuito foi revelar algumas experimentações no campo da colaboração cultural, perspectivas de inovação em gestão e sustentabilidade, que aprendemos no dia a dia e na constante construção, desconstrução e reinvenção de nossas práticas. As duas chamam isso de “Gestão Criativa do Caos” e eu me  identifiquei muito com este “conceito” de gestão.  

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Foi demais conhecer o “Condô”,  que  é praticamente o primo paulista do Vila Flores – ou a prima, como escolhemos dizer,  já que tanto lá quanto aqui o núcleo gestor é composto em sua maioria por mulheres. O condomínio ocupa um antigo prédio na Vila Anglo Brasileira, onde também já funcionou uma escola e um hospital até o ano de 1995.

Como funciona a gestão do Condô?

O Condô funciona como uma associação de artistas e pessoas interessadas em discutir formas e potencialidades de convivência e está formalizada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP e credenciada como Ponto de Cultura. A ideia da criação do Condomínio Cultural surgiu no final de 2010, por pessoas interessadas em construir um espaço de liberdade onde fosse possível criar e experimentar. O lugar, depois de 15 anos de abandono, passou a ser transformado por meio da ocupação de diversos grupos e artistas, e desde então já passou por diferentes formas de organização.

Assim como o Vila Flores, o Condô é um espaço de convivência e experimentação e carregado de muita história em suas paredes.

Foram quatro dias de curso, nos reconhecendo em nossa práticas e processos, entre as gestoras e com os participantes, que também estão envolvidos em  projetos e espaços muito legais! Uma parte do curso foi mais  expositiva, em que falamos sobre os processos de constituição, gestão e comunicação do Condomínio e do Vila,  a outra foram exercícios dinâmicos e bem práticos  de autogestão financeira, autogestão de projetos e comunicação, que geraram ótima discussões.

Condominio Cultural São Paulo

Foto: Condomínio Cultural

No último dia, o grupo todo foi conhecer o espaço do Condô e fizemos uma caminhada pela Vila Anglo, bairro onde está localizado e que tem recebido muitas intervenções artísticas da comunidade, provocando a transformação da região pela convivência.

Durante os dias de curso e de partilha de experiências refleti sobre diversas coisas,  como o desafio de se fazer gestão quando se tem uma natureza artística e criativa. Como ter margem para criar novos projetos quando administrar o espaço e suas atividades toma um tempo considerável do dia a dia?

Entender com clareza a diferença entre fazer a gestão do espaço e a gestão de um projeto específico e também entre gestão de projeto e a produção de uma ação ou evento é fundamental, mas o principal é ter bem definido quem está envolvido em cada uma das funções.

O fator diferencial e mais importante de cada espaço colaborativo são as pessoas. É o tecido das relações entre as pessoas,  seus saberes e fazeres que vai determinando a essência e o conceito do espaço e quais processos de colaboração se tornam ativos na prática. A arquitetura, tanto no Vila quanto no Condô, também se transforma conforme o uso e as relações do coletivo entre si e com o lugar, tanto nos espaços de trabalho quanto de exposição, apresentação e abertura ao público a arquitetura é moldada pelas pessoas.

A maneira como nos unimos em torno de interesses em comum e habilidades complementares e como isso reverbera no contexto da convivência, não só dentro do espaço, mas do entorno (rua, bairro, cidade) faz com que a possibilidade de colaboração se potencialize. Mas, a sensação é que tudo são ensaios, experimentações, erros e alguns acertos. O maior dos acertos é sempre manter a possibilidade de rever os processos.

Ouvindo os participantes do curso falando de seus espaços, deu para entender que é pela vocação das pessoas que a vocação do espaço vai se definindo e redefinindo e a partir disso é muito importante desenhar processos para o coletivo. Quando os processos são definidos coletivamente eles têm terreno mais fértil para tornarem-se processos colaborativos, mas isso depende muito do  engajamento das pessoas. Os processos não são colaborativos pois assim foi definido, a colaboração é um processo orgânico e depende de muito envolvimento.

Condominio Cultural São Paulo

Foto: Condomínio Cultural

Ficou clara também, ao longo das conversas, a importância de um núcleo gestor, que tenha autonomia para tomar decisões no dia a dia. Pode haver alternância deste núcleo, mas é importante que estas pessoas se entendam como articuladoras e “puxadoras de processos” e estejam sempre observando a necessidade de rever as definições que foram acordadas, pois espaços que propõem a colaboração são regados de mutabilidade e permeabilidade.

No Vila Flores hoje já são mais de 100 residentes (pessoas que têm seus espaços de trabalho), no Condô são aproximadamente 70 (entre fixos e flutuantes). Em ambos há reuniões de todos os “residentes” e há as reuniões do núcleo gestor (que nos dois espaços varia de 4 a 7 pessoas). Nos exercícios de autogestão da comunicação me dei conta da tarefa superdesafiadora deste núcleo gestor, que é fazer uma comunicação interna eficiente e atraente, que realmente traga em si a possibilidade de conectar as pessoas entre si e com o espaço.

Estas foram algumas das reflexões que trouxe de volta comigo. Esta troca foi muito enriquecedora, pois assim vamos alargando a noção de comunidade, que compartilha não só espaço físico, mas espaços de conhecimento, propósitos, ações pelo bem comum, fomento, experiências de gestão e processos colaborativos.

A continuidade disso depende de muito engajamento, convivência e também de afeto. A ideia é em breve fazer o curso de Gestão de Espaços Culturais Colaborativos em Porto Alegre e em outras cidades, pois quanto mais houver a possibilidade de troca de experiências, mais chances teremos de aprimorar a nossa capacidade de colaboração em nosso espaços de trabalho e criação e para além  deles.

 

Um agradecimento super especial às “primas do Condô”, Géssica e Jonaya e ao Sesc Sampa, lugar que tão bem que acolhe a formação e a pesquisa na área da cultura. Precisamos muito!

 

* Antonia Wallig – Núcleo Gestor da Associação Cultural Vila Flores (ACVF)

Lançamento da Instinto de Vida no Rio Grande do Sul

Queridas parceiras e queridos parceiros,

Escrevo para dividir com vocês algumas imagens e um resumo do dia de ontem, em que a Instinto de Vida deu um importante passo, com o lançamento no Rio Grande do Sul.

Foi muito bonito ver a nossa iniciativa encher o salão do Vila Flores, um complexo arquitetônico revitalizado no bairro Floresta, onde está a sede do Instituto Fidedigna. Na plateia, autoridades, acadêmicos, pessoas diretamente afetadas pela violência, guardas municipais, artistas locais.
O evento, conduzido por Aline Kerber (Fidedigna), começou com a apresentação da Instinto de Vida e a exibição do vídeo da campanha. Em seguida, assinaram a carta compromisso da iniciativa o secretário estadual de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer, a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, e o prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom. Cachoerinha e Novo Hamburgo também firmaram o compromisso. Representantes de Canoas, Porto Alegre, Rio Grande, São Leopoldo, São Sebastião do Caí e Sapucaia também foram ao lançamento.
As assinaturas foram seguidas de um testemunho de Vitória Bernardes, que ficou tetraplégica depois de ser atingida por uma bala perdida e hoje integra a Desarma Brasil. Por fim, foi realizado um painel reunindo Carolina Ricardo (Sou da Paz), Eduardo Pazinato (Fidedigna), Ilona Szabó (Igarapé), o promotor Gilmar Bortolotto e o jornalista Renato Dornelles. Contamos ainda com uma bela instalação do “Faces da (in)diferença”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e uma homenagem, feita nos moldes do memorial desenvolvido pela Casa de las Estratégias, a Alex Casanova, integrante do Vila Flores assassinado no ano passado.

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Zero HoraJornal do ComércioDiário de Santa Maria e Correio do Povo estão entre os veículos locais que publicaram artigos de opinião/reportagens sobre o lançamento nos últimos dias.
Cremos que o modelo de ontem tem enorme potencial de ser replicado em outros estados e cidades e estamos amimados em pensar junto com as demais organizações os próximos lançamentos!
Gostaríamos de agradecer muitíssimo a todos que participaram e colaboraram para a realização do lançamento, especialmente ao Instituto Fidedigna, anfitrião do dia.
Dandara Tinoco 

Como fomentamos e praticamos o consumo consciente no Vila Flores?

Comprar menos e com qualidade são algumas das diretrizes do consumo consciente, prática que está na base da nossa rotina no Vila Flores. Faz parte do nosso dia a dia como consumidores, mas também como promotores da economia local e sustentável.

Entendemos que diferentes razões (entre elas a cultural) ainda impedem que esse comportamento seja parte da vida de todos. Por isso, nossa intenção é te ajudar a incorporá-lo ao te trazer um pouco da nossa experiência.

O que consideramos para consumir de forma mais consciente? E quais iniciativas aqui do Vila podem te ajudar a prever os impactos sociais, econômicos e ambientais na hora da compra?

Por que consumir menos e melhor?

Apenas 16% da população mundial é responsável por 78% do consumo total. É lixo demais para planeta de menos. A solução é comprar menos mesmo. Mas sempre que for preciso consumir, a melhor opção é adquirir produtos de mais qualidade. Em vez do que é descartável facilmente, é importante optar pelo que é durável.

Como consequência disso, acabamos pensando mais e levando para casa aquilo que realmente faz sentido e que nos desperta afeto. Somente esses dois motivos já são suficientes para termos certeza de que um objeto não vai ser substituído logo.

Claro que, às vezes, isso significa optar por uma compra um pouco mais cara. Mas ela será mais cara mesmo?

Ajuda bastante começar invertendo a lógica. A pergunta é “por que este produto é caro demais?” ou “por que ele é barato demais?”. Um produto não é um objeto isolado, mas uma cadeia. Tem um processo produtivo anterior e de descarte posterior, que não estão expressos na etiqueta.

O formato de produção da maioria das empresas se baseia numa equação pouco sustentável, em que os fatores ambientais e sociais não são levados em conta. É o caso da moda, que com a difusão do fast fashion acabou por transformar essa indústria na segunda maior indústria poluente da terra.

O que levamos em conta para consumir de forma mais consciente?

Alguns dos aspectos sociais, econômicos e ambientais que sempre levamos em consideração são:

  • Salários justos

Um mundo melhor passa, inevitavelmente, pelo fomento a uma cadeia produtiva justa. Sabemos que nossa abundância e qualidade de vida são reflexo do bem-estar de todas as camadas sociais.

No lugar de grades que nos separam, criamos pontes que nos permitem fazer parte de um ecossistema comum e generoso.

A Colibrii é uma das empresas do Vila Flores que pratica essa nossa crença. O negócio social cocria produtos com artesãs de comunidades de Porto Alegre, como Morro da Cruz, Rubem Berta e Partenon, sempre com materiais alternativos e reutilizados.

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Colibrii cocria produtos com artesãs de Porto Alegre.

A marca se preocupa em mostrar que existem pessoas por trás de tudo, e que o ato da compra tem um significado e um impacto. Além de salários, a justiça social se expressa no reconhecimento das histórias por trás dos que é produzido e da valorização da qualidade e da criatividade das artesãs.

  • Pequenos empreendedores

Ao comprar de pequenos produtores, incentivamos uma economia mais distribuída. Ao invés de contribuir com uma grande indústria e alimentar uma cadeia de baixos salários e pouca satisfação, você pode colaborar para que mais pessoas trabalhem com prazer e recebam bem por isso.

Para incentivar esse movimento, realizamos no Vila a conexão entre os residentes e eventos como o Simultaneidade, um projeto bienal para divulgar nossas empresas. Além disso, feiras em eventos como o Junção Makers também reúnem iniciativas pequenas e locais.

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Solabici cria bicicletas que levam em conta as particularidades das pessoas.

A vantagem disso para o consumidor é ter acesso a um produto de qualidade e, muitas vezes, personalizado. Na Solabici, por exemplo, todos os quadros são construídos manualmente, o que possibilita a criação de uma bicicleta que leva em conta as particularidades da pessoa. Já adquirir uma cerâmica da Márcia Braga é dispor de um artefato que agrega história e afeto à casa de quem compra.

  • Ambientalmente sustentável

Praticamos a sustentabilidade ambiental não somente de Lixo Zero, política de reciclagem que adotamos. Mas também pensamos na base do nosso consumo.

Podemos economizar água e reciclar, mas de quem compramos e o quanto compramos são os principais impactos ambientais que podemos gerar no mundo.

Empresas vileiras como a Humanus e Colibrii reutilizam materiais como garrafas pet, capas de guarda-chuva e cintos de segurança para criar suas roupas e mochilas. No Estúdio Hybrido, a estilista Vanessa Berg confecciona roupas e acessórios com matérias-primas de alta qualidade produzidas por indústrias ambientalmente responsáveis, além de tecidos excedentes da indústria calçadista.

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Humanus reutiliza materiais para peças ambientalmente sustentáveis.

  • Negócios locais

De onde vem o seu produto? Se ele percorre longos caminhos e gasta combustível, ele é pouco amigo do meio ambiente. E da sua saúde, já que, provavelmente, ele deve depender de grande quantidade de conservantes e agrotóxicos para durar.

Nas nossas feiras e eventos, além dos residentes do Vila, priorizamos a presença de fornecedores locais. A opção por cerveja artesanal, por exemplo, se trata de minimizar o impacto ambiental deixado pelas latinhas de alumínio, mas também pela distância percorrida pelo produto.

Além disso, acreditamos que a mudança ocorre a partir de ações locais. Comprar de empreendedores e produtores locais significa o fortalecimento de um ecossistema que se retroalimenta, trazendo benefício a todos inseridos nele.

Quais iniciativas vileiras podem te ajudar a consumir de forma mais consciente?

Colibrii

A Colibrii trabalha com artesãs de comunidades de Porto Alegre co-criando produtos com materiais alternativos e reutilizados. O propósito do negócio social é aproximar realidades diversas e, com isso, gerar mudanças. A marca se preocupa em mostrar que existem pessoas por trás de tudo, e que o ato da compra tem um significado e um impacto.

Estúdio Hybrido

Vanessa Berg é a estilista responsável pela produção de moda do Estúdio Hybrido. As roupas e acessórios criados pela artista são confeccionados a partir do conceito de Slow Fashion, com matérias-primas de alta qualidade e durabilidade, produzidas por indústrias locais, que têm em suas diretrizes o cuidado ambiental, ética e responsabilidade social, além de tecidos excedentes da indústria calçadista.

Humanus

A Humanus é uma marca que se inspira nas Artes e na Filosofia​ para provocar novos olhares​. Contrários ao ritmo de consumo frenético da moda tradicional, a marca busca um outro tempo de contemplação e relação com o que consumimos, com o chamado Slow fashion. Além disso, a Humanus trabalha de forma colaborativa com rede de parceiros, como centros culturais, museus, iniciativas socioambientais e cooperativas.

Márcia Braga

Arquiteta e artista visual, Márcia Braga cria produtos em cerâmica. No Ateliê no Pátio tem seu forno e equipamentos para desenvolver trabalhos tridimensionais em cerâmica (que já lhe renderam dois prêmios Açorianos – 2013 e 2015). Também que reúne grupos de trabalho para criar e desenvolver projetos colaborativos em arte urbana.

Re-ciclo

A Re-ciclo realiza a coleta dos resíduos orgânicos de cidadãos em três municípios: Porto Alegre, Tramandaí em Imbé. Através de uma assinatura mensal, o cidadão recebe um baldinho para armazenar os resíduos e, de bicicleta, a Re-ciclo realiza a coleta semanalmente, levando os resíduos para sua área de compostagem, onde esse material é transformado em adubo. No início de cada mês, o associado recebe um pacote de adubo ou uma mudinha, para resgatar a agricultura urbana, e um mimo surpresa sobre a temática da sustentabilidade.

Solabici

A Solabici fabrica bicicletas sob medida com inspiração retrô. Os quadros são construídos manualmente, possibilitando a escolha de componentes e acessórios de acordo com as particularidades de cada um. A proposta é criar bicicletas únicas com formas minimalistas, elegante e de alta qualidade, que permitam agregar acessórios para deixar a bike perfeita para o dia-a-dia.

“Imitar é congênito no homem.”

Gabriel Guimard iniciou suas atividades artísticas em 1984 em São Paulo. É ator, mímico, palhaço, pesquisador da comédia física, das artes para infância e diretor da Cia. Megamini, que se dedica a pesquisa de espetáculos para crianças. Atuou durante cinco anos na companhia francesa Philippe Genty, a qual viajou por mais de 40 países. Em 1995 funda a Cia. Megamini com a atriz Nora Prado. A Cia. criou os espetáculos: Dia de Festa, Muito Romântico, Lixo é um Luxo, Tem Gato na Tuba, a Modelo, Clássicos da Mímica e Viva o Paiaço entre outros. Mora em Porto Alegre desde 2016. No próximo dia 14 de agosto, em parceria com o ator e mímico Anildo Böes, iniciará um curso de mímica – teatro visual e pantomima,  na Cia. de Arte – CORPO CÊNICO.

 

Introdução a Mímica

A palavra mímica vem do grego mimesis, tendo uma importância fundamental na Poética de Aristóteles. Ele diz que o  (Poética, 1448 a, II, §13). Há na espécie humana a tendência natural para o imitar. Ele se utiliza da imitação para adquirir as primeiras noções sobre a vida. Esta imitação vai além da corporal. Passa pela imitação verbal, as atitudes e todo um compêndio de conhecimentos e saberes.

Pelo aspecto estético, da linguagem artística, a mímica confunde-se desde os primórdios da civilização grega com a Pantomima. A palavra pantomima vem do latim PANTOMIMUS. Pantomimo, “ator”, literalmente “aquele que imita tudo”, formada por PAN, “todos”, mais MIMOS, “imitador”, de MIMESTHAI, “imitar, arremedar”.

A “arte de imitar, arremedar” sempre esteve presente no arsenal de habilidades dos “fazedores de riso” de todos os tempos e culturas: menestréis, jesters, bobos da corte, bufões, zannis, palhaços, etc… A própria pré-formação do clown, que se dá início no final do século XVIII na Inglaterra, tem fortes influências das pantomimas inglesas e da grande tradição da pantomima francesa, que tem em Jean- Gaspard Deburau (1796-1846) seu grande baluarte na primeira metade do século XIX.

Enquanto codificação desta linguagem o primeiro grande nome será o francês Étienne Decroux (1898 -1991) considerado o “pai” da mímica moderna, criando o que ele chamou de “mímica corporal”. Entres seus grandes discípulos temos Marcel Marceau (1923-2007), responsável pela retomada da tradição da pantomima francesa do século XIX, e também responsável por difundir a pantomima pelos quatro cantos do planeta. Outro grande responsável por difundir a mímica corporal de Decroux, assim como a própria pantomima, foi o mímico e ator Jean Louis Barrault (1910-1994), protagonista de um dos maiores clássicos do cinema francês “ Les Enfants Du Paradis”, traduzido para o português como “Boulevard do Crime”, filme de Marcel Carnê (1906-1996), que aborda a vida do mímico Jean Gaspard Debureau. No meio de Decroux e Marceau, que tinham a mímica corporal e a pantomima como um fim, temos Jacques Lecoq (1921-1999) que cria, por assim dizer a terceira grande linha de mímica, o qual ele nomeia como “Teatro Gestual”, busca estética esta, que tem a mímica e a pantomima, como um meio de expressão do ator. Lecoq fundamenta seu estudo e método na prática com as máscaras neutra, larvária, expressiva, a commedia dell’arte, o bufão e o clown, sempre associadas a expressividade gestual e física, mas também verbal.

Clássicos da Mímica

São esquetes inspirados em temas clássicos da pantomima, porém recodificados e revisitados a partir de uma mistura de linguagens.

Data: 19 e 20 – Sábado e Domingo | Horário: às 16h

Local: Theatro do Abelardo

Ingresso:R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada).

Contato: Caixa do Elefante  (51) 9 9137-1990

22/08 – Lançamento da Campanha Instinto de Vida 

 

1) Lançamento da Campanha Instinto de Vida no RS e Painel de Segurança Cidadã: homicídios, drogas e prisões na contemporaneidade latinoamericana;
2) Lançamento do livro Drogas: as histórias que não te contaram por Ilona Szabó.

  • Descrição da atividade:

1) Lançamento da Campanha Instinto de Vida ((www.instintodevida.org.br) no Rio Grande do Sul. A Campanha visa reduzir em 50% a violência letal na América Latina em 10 anos, em especial, no Brasil que é líder mundial em números absolutos de assassinatos – 60 mil por ano.

Serão convidados Prefeitos de 26 municípios para aderirem a referida campanha. Além deles, serão convidados autoridades de segurança do Estado, os comandantes das Polícias e das Guardas Municipais gaúchas, especialistas e representantes das organizações da sociedade civil.

Será um evento fechado só para convidados, com 10 vagas para vileiros. E o painel será um momento de formação na temática, envolvendo especialistas brasileiros no assunto. Ao final, terá um coquetel de confraternização com os convidados.

 

2) Lançamento do livro Drogas: as histórias que não te contaram com a presença da autora Ilona Szabó. 

Será um evento aberto ao público com sessão de autógrafos.

A Livraria Bamboletras será convidada para comercializar livros no dia. E será feito um pocket show com a Banda Tribo Brasil, Rafuagi e Slam.

Bando Celta: a arte da celebração para além da música

Doze luas após a primeira edição, o Bando Celta apresenta a 2ª Feira Medieval de Porto Alegre, que acontecerá no Vila Flores nos dia 12 e 13 de agosto de 2017.
Dois dias de evento temático repleto de música, dança, teatro, oficinas, artesanato e gastronomia típica, ideal para toda a família. Teremos uma programação com dezenas de atividades artísticas e muita cultura relacionada ao período medieval.

“O futuro de um bardo é a estrada que ele percorre” (o bardo).
Definir o Bando Celta apenas como grupo musical seria restringir a amplitude da sua
atuação artística. Embora a música esteja no centro, essa troupe de artistas vai muito
além em sua atuação e ambições. A partir da música, tornaram-se uma companhia
artística promotora de criação e produtora de eventos, que vão do entretenimento à
pesquisa da cultura e das temáticas celtas. Em síntese, o Bando Celta agrega diversos
artistas e funde música com dança, teatro, literatura, audiovisual, além realizar de projetos em arte-educação e organização de festivais. Sem mencionar, que suas apresentações sempre se transformam em uma verdadeira festa para os sentidos.
O Bando Celta é coordenado pelos músicos Caio Haag (vocal e bodhran), Renato Velho
(violão, mandola, banjo e vocais), Tales Melati (gaita de foles e flautas) e Christian Feel
(violino e vocais). Os músicos se apresentam com figurino celta estilizado (desenhado
Margarida Roche) e também tocam versões de músicas brasileiras que dialogam com a
música celta, como o clássico nordestino Asa Branca.

Conheçam esse bando de bardos!
https://www.facebook.com/bandocelta/

Cultura Romani ‘cigana’ é mote de festa  que reúne música, cinema e gastronomia

 

 

“Djelem Djelem” é a festa que o Grupo Baxtale! – Pesquisa Musical Romani promove no domingo, 6 de agosto, das 15h às 22h, no Vila Flores (bairro Floresta), com muita música, dos grupos Jazz Manoutchê e Baxtale! –   Pesquisa Muscial Romani; pratos típicos de Marcela Jung Cozinha Criativa e exibição do filme “Latcho Drom” de Tony Gatlif. Durante o evento o público será convidado a dançar, com um setlist repleto das principais referências da música romani dos Balcãs e Leste Europeu. A concepção e realização do evento está a cargo da produtora Lívia Biasotto.

 

16h30min – exibição de “Latcho Drom” (“Viagem Segura”) Documentário francês de 1993 de Tony Gatlif, diretor, roteirista, compositor, ator e produtor argelino, de etnia romani.  Sem diálogo e nem narração, aborda a jornada dos povos Romani, do noroeste da Índia até a Espanha, focando principalmente na sua influência em vários estilos de dança, como a dança oriental árabe e na música. O filme ilustra as condições em que vivem o povo cigano, descrevendo ao longo de um ano, as migrações, canções e danças dos grupos Romani da Índia, Egito, Turquia, Romênia, Hungria, Eslováquia, França e Espanha. As roupas coloridas, as joias, o sustento, o fogo e os instrumentos são alguns aspectos abordados, acerca dos costumes destas comunidades, seus valores de família, viagem, amor, separação e perseguição. As músicas são dos grupos romani Taraf de Haïdouks, Tchavolo e Dorado Schmitt, entre outros, originários da Romênia.

 

18h – Show do grupo convidado: Jazz Manoutchê, com clássicos do “Jazz cigano” e composições próprias. Na formação, Caetano Maschio Santos (violão), Fernando Campos Caramori (violão), André Mendonça (contrabaixo acústico) e Eduardo Figueredo (caixa).

 

19h – Show do grupo Baxtale – Pesquisa Musical Romani , com repertório Vlach Romani, da Hungria.

Após duas apresentações com lotação esgotada, na Biblioteca Pública do Estado, dias 24 de junho e 16 de julho, o Baxtale! celebra a cultura Romani, na festa “Djelem Djelem”. O grupo surgiu a partir da aproximação do violinista, cantor e etnomusicólogo Ivan Andrade com este universo musical, em 2008, quando começou uma pesquisa de forma autodidata, sobre os violinistas romanis húngaros e romenos, estendendo-a depois à cultura Romani, em sentido amplo. Com o engajamento de Laura Backes (voz), Pedro Paiva (violão e onomatopeias), Edu Saffi (contrabaixo), Giovanni Martinez (percussão) e da produtora Lívia Biasotto, o grupo teve início em abril de 2017.

 

De origem persa, o termo Baxtale significa “afortunados”, mas no contexto Romani designa bom karma, prosperidade nos negócios, sucesso em alguma realização, bênção, providência, graça e abundância. Neste contexto, o projeto ganha este nome pela valorização do aspecto positivo que permeia a cultura Romani. O repertório se concentra no corpo de canções dos Vlach Roma, do território de fala húngara da Transilvânia. De origem rural, possui raízes em dois gêneros principais: as khelimaski gili (canções para dançar) e as loki gili (canções lentas, de caráter lírico). Dentre as referências estão os ensembles húngaros Kalyi Jag, Ando Drom e Romanyi Rota, os quais, a partir do final dos anos 1970, promoveram uma modernização do repertório Vlach Romani, por meio do uso de instrumentos, como o violão e o bandolim. “Djelem Djelem”, o primeiro espetáculo do Baxtale! faz alusão ao hino Romani homônimo, escrito pelo Romani de origem Sérvia, Zarko Jovanovic (1925-1985). Sobrevivente do Porrajmos (Holocausto Romani), seu povo enfrentou momentos de extrema dificuldade ao longo da história, em diversos sentidos e contextos, como desfio à sua sobrevivência. O objetivo deste coletivo é que os gadjos (não romanis) possam ter acesso à beleza da cultura Romani e se sensibilizar pela história de resistência de seu povo.

Na área gastronômica, Marcela Jung Cozinha Criativa fará três opções de pratos, dois salgados e um doce. São eles: uma  Sopa Gitana, com inspiração nos ciganos da Catalunha e um leve passeio pela  cozinha indian; Pishotas árabes, uma recriação dos tradicionais Pishotas, prato típico dos ciganos da Eslováquia, em “pasteizinhos” abertos que lembram as empanadas árabes. E “Kolakorro”, rosquinhas adaptadas do bolinho típico dos ciganos romenos, búlgaros e húngaros ao nosso paladar, mas ainda assim com um toque de origem. Crocante e sequinha, a rosquinha envolta em açúcar e canela tem massa semelhante a de churros, bolinhos de chuva e donuts, ganhando aqui água de flor de laranjeira, como na receita original.

 

Serviço:
Festa “Djelem Djelem – Celebrando a Cultura Romani”

Dia 6 de Agosto (domingo), das 15h às 22h
Local: Vila Flores (Hoffmann, 447 – Bairro Floresta – Porto Alegre/RS)
Link evento:  https://www.facebook.com/events/1703652156604065/
Contato: Telefone (51) 99104-1372, com Vera Pinto (assessoria de imprensa)
Ingressos: Antecipados na Livraria Bamboletras (Centro Comercial Nova Olaria – Lima e Silva 776, Loja 3), pelo link
https://www.sympla.com.br/festa-djelem-djelem—celebrando-a-cultura-romani__166224 ou via Whatsapp, com a produção do grupo: (51) 99842.6198 e (51) 99262.5065.

Valores:
Lote 1: R$ 20,00 (promocional) ESGOTADO.
Lote 2: R$ 25,00 (promocional) até 01 de Agosto.
Lote 3: R$ 30,00.
Venda Online: Possui taxas do site)
No dia do evento: R$ 30,00 (somente dinheiro)

KIT PROMOCIONAL
Ingresso + Pôster exclusivo (artista Chana de Moura – tiragem limitada): R$ 40,00.

 

Apoio Cultural: Vila Flores e CUCO Produções

O empreendedorismo que empodera mulheres no Vila Flores

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Conheça nossas iniciativas que se unem ao movimento de empoderamento feminino nos negócios e na vida

No Vila Flores, a maioria dos empreendimentos são encabeçados por mulheres. São empreendedoras que tocam o próprio negócio e que fomentam o empoderamento feminino em suas mais variadas formas, sejam em projetos de impacto social ou de cultura e criatividade.

Enquanto somente 20% dos negócios de impacto no Brasil são tocados por mulheres, e de a taxa de empreendedorismo entre nós ser de 36,4%, encaramos o protagonismo feminino aqui do Vila como um incentivo ao crescimento deste movimento no país. Trata-se de um desafio que abraçamos em direção à igualdade de oportunidades e de apoio à formação de sujeitos autônomos.

No caso do fomento à autonomia em mulheres, acabamos por dialogar não somente com a questão moral ou social. A economia global sofre sem elas em sua plena capacidade produtiva, como aponta o relatório da McKinsey Global Institute. O estudo mostra que 12 trilhões de dólares poderiam ser adicionados ao PIB mundial até 2025 se as mulheres alcançarem igualdade no mercado.

Tem a ver com ética, com justiça, com bem-estar. Mas também tem a ver com crescimento econômico.

A América Latina segue entre as regiões com maior desigualdade de gênero, o que nos mantém na contramão do avanço em todos os sentidos. Alcançar essa realidade exige muito suporte financeiro e político e criação de oportunidades reais às mulheres. A iniciativa delas é essencial, mas autonomia não é alcançada em contextos sem privilégios. Por isso, setor privado e governos precisam entender os benefícios dessa ação.

Enquanto esse processo anda a passos lentos, iniciativas conscientes desse fato, como a Colibrii e a ONG Mulher em Construção, residentes do Vila Flores, tomam a frente não somente do próprio empoderamento, mas levam consigo artesãs e construtoras a serem protagonistas das próprias histórias. Pequenos negócios e mulheres instrumentalizadas cumprem sua função de líderes na concepção da realidade que queremos.

Isso se faz possível porque as empreendedoras dos projetos do Vila Flores são motivadas por um contexto colaborativo e apoiadas por um ambiente seguro para empreender. A economia baseada na colaboração pode ser um disruptor do paradigma patriarcal nos negócios, por representar relações de confiança em todos os seus pontos de contato.

São necessários espaços fundamentados em conexões mais profundas, para além de sexo, gênero, raça, nível social ou crença. São ambientes que ampliam a convivência diária e amigável, baseada em valores, e que nos possibilitam aguçar nossa percepção do indivíduo e do seu papel essencial na construção de um ecossistema.

Conheça nossos projetos empreendidos 100% por mulheres

Associação Cultural Vila Flores
A Associação Cultural Vila Flores (ACVF) formada por todos os vileiros. Sua gestão, no entanto, é realizada por mulheres. Esta é a entidade responsável pela programação cultural do espaço e pela articulação junto ao poder público, à iniciativa privada e à sociedade em prol dos interesses da comunidade artística e criativa do Vila Flores, buscando promover a integração com a comunidade do entorno.

AC Arquitetura
Escritório de arquitetura de Carolina Castillo.

Apoena Socioambiental
Apoena Socioambiental é um coletivo formado por quatro mulheres. Possui uma equipe multidisciplinar de técnicas que atuam em soluções de projetos nos segmentos de comunicação social, gestão ambiental, gestão solidária, educação ambiental, empoderamento feminino e ações voltadas para grupos em situação de vulnerabilidade econômica social.

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Bonne Chance
Aulas de francês com refugiados de países africanos, uma iniciativa que visa a promoção da troca cultural entre imigrantes estrangeiros e brasileiros através do ensino e da prática da língua francesa, além de outras atividades culturais.

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Colibrii
A Colibrii trabalha com artesãs de comunidades de Porto Alegre co-criando produtos com materiais alternativos e reutilizados.

IMADIN – Instituto Maria Dinorah
Espaço de referência para o fomento da literatura. Objetiva promover a arte literária em suas mais diversas relações, da produção à recepção, atendendo a crianças e adultos, sejam professores, pesquisadores, especialistas ou diletantes, através de ações de cunho cultural e educacional.

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Joner Produções
A Joner atua na criação e realização de projetos especiais, estratégias e serviços para clientes das esferas pública, privada e do terceiro setor. Utiliza pesquisas, estudos e a construção coletiva como ferramentas de gestão para aprimorar resultados.

Márcia Braga
Arquiteta e artista visual, tem no Ateliê no Pátio seu forno e equipamentos para desenvolver seus trabalhos tridimensionais em cerâmica (que já lhe renderam dois prêmios Açorianos – 2013 e 2015). Também que reúne grupos de trabalho para criar e desenvolver projetos colaborativos em arte urbana.

Miriam Gomes
Artista integrante do Ateliê Coletivo.

Mulher em Construção
Cursos de formação na área da construção civil para mulheres, promovendo a autonomia, a cidadania e o empoderamento das mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica através da inserção destas mulheres no mercado de trabalho.

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Moxie
Marca de objetos para casa e mobiliário de Gabriela Cerveira.

Panitz Bicca Arquitetura & Engenharia
O escritório Panitz Bicca Arquitetura & Engenharia tem o intuito de desenvolver projetos arquitetônicos e de interiores que agreguem qualidade estética e de vida aos usuários e às cidades, abraçando os conhecimentos da engenharia para colocar em prática os projetos idealizados.

Pyladies
Iniciativa das mulheres do Matehackers Hackerspace. Um coletivo de mulheres que sabem e/ou estão aprendendo Python, mantendo um grupo para a troca de experiências e de aprendizados.

Outros projetos encabeçados por mulheres

Além das iniciativas 100% de mulheres, a maioria dos projetos e empresas do Vila Flores são formados por mulheres. Elas são sócias e idealizadoras de ideias nos mais variados âmbitos.

AH! Arquitetura Humana
O escritório AH! Arquitetura Humana surgiu do encontro de três arquitetos que acreditam na apropriação humana do espaço como fator fundamental para que o território cumpra o seu papel de trocas socioculturais e de afirmação da identidade local.

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Caixa do Elefante
A companhia porto-alegrense “A Caixa do Elefante Teatro de Bonecos”, fundada em 1991, é hoje uma das companhias de teatro de bonecos mais atuantes e de maior destaque no panorama artístico nacional.

Escola Convexo
A Convexo é uma iniciativa na área da educação desenvolvida por não educadores que propõe aulas com metodologias inovadoras de Comunicação, Lógica e Empreendedorismo dentro de escolas tradicionais, no turno inverso das aulas, visando desenvolver líderes de comunidades carentes.

Estúdio Hybrido
Espaço de criação planejado para abrigar projetos e ações interdisciplinares nas áreas das artes visuais, moda, dança, performance, vídeo e fotografia.

Fidedigna
Instituto de pesquisa social aplicada voltado às políticas públicas e aos empreendimentos sustentáveis através do rigor metodológico das ciências sociais.

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Nano BizTools
Produção de projetos, processos ou consultoria a partir de metodologias próprias e ferramentas e abordagens contemporâneas como design thinking, business design, frame innovation, storytelling, creative trident, gamificação, entre outras.

OM-LAB
OM-LAB (UFRGS) reúne artistas pesquisadores que abordam as transversalidades advindas dos objetos materiais e imateriais pertinentes ao meio urbano e deste em relação ao sujeito coautor, enquanto possibilidades propositivas das práticas artísticas compartilháveis.

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Re-Ciclo
A Re-ciclo realiza a coleta dos resíduos orgânicos de cidadãos em três municípios, Porto Alegre, Tramandaí em Imbé. Através de uma assinatura mensal, o cidadão recebe um baldinho para armazenar os resíduos e a Re-ciclo coleta de bicicleta para transformar em adubo.

Solabici
A Solabici fabrica bicicletas sob medida com inspiração retrô. Os quadros são construídos manualmente, possibilitando a escolha de componentes e acessórios de acordo com as particularidades de cada um.

Sopro Conteúdo Digital
A Sopro Conteúdo Digital é uma agência de marketing digital que gera conteúdo com valor e inspiração. A empresa trabalha com com texto, vídeo, design e fotografia.

 

Escrito por

Luana Fuentefria

Empreendedora da Sopro Conteúdo Digital, empresa de marketing digital encabeçada por mulheres (e também homens) e residente no Vila Flores.